domingo, 8 de abril de 2012


"Ver… e do que se vê logo abrasado 
Sentir o coração de um fogo ardente.
De- prazer um suspiro de repente
Exalar, e após ele um ai magoado;
Aquilo que não foi inda logrado,
Nem o será talvez, lograr na mente; 
Do rosto a cor mudar continuamente, 
Ser feliz e ser logo desgraçado;
Desejar tanto mais quão mais se prive; 
Calmar o ardor que pelas veias corre, 
Já querer, já buscar que ele se ative;
O que isto é, a todos nós ocorre:
— Isto é amor, e deste amor se vive;
Isto é amor, e deste amor se morre."
Moniz Barreto



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